Foi uma surpresa de cair da cadeira. Chegamos aqui em Atlanta na quarta-feira e o show era no sábado. Uau!!! Fomos correndo para a Philips Arena. Que lugar! Tem a capacidade de um ginásio do Ibirapuera, só que é total high tech. Tem um painel gigante, circular, a cada setor, com mensagens publicitárias brilhantes. Tipo painel eletrônico. Imaginem o aviãozinho da Delta Airlines dando voltas em cima de nossas cabeças. The Home Depot (claro, o máximo) também estava lá com pincéis mágicos... Tudo muito futurista. Aqui no nosso grupinho, a gente nunca tinha visto os Rolling Stones tão de perto. Passamos mal... A turnê, intitulada "A Bigger Bang" (numa alusão ao Big Bang...), mostrou a boquinha sagrada se estilhaçando em mil pedacinhos. E isso lança uma preocupação: será uma dica, antes da última apresentação??? Com a alta definição da Philips Arena, vimos como nossos astros estão nobremente acabadinhos. Mas nem por isso, perdem o pique, como é o caso de outros dinossauros do rock. Charles Walts, dizem por aí, está com aquela doença maldita...(shhhhhhh!). Apesar da proximidade, a platéia aqui era meio coxinha (no comportamento). Nada comparável à alucinação brazuca em shows como esse. Em compensação, o visual era muuuito eclético. Tinha de tudo. Aqueles caras de cabelo comprido, chapéu, bigode e sujeira típicos de quem mora naqueles trailers que vemos nos filmes. Tinha muito tigrão e tigresas que já foram irresistíveis... Tinha cabeludos de fazer inveja a Eva. Tinha tiozinhos e tiazinhas que estavam adequadamente vestidos para um show do Frank...(Não o Zappa, o Sinatra). Tinha uma porção de "Bob Pai, Bob Filho" e, para nossa surpresa, tinha até um nenê de colo na nossa fileira. Em termos musicais, o som Philips, for sure, era muito bom. Novas e antigas composições mexeram com a nossa alma, enquanto éramos os 0,5% que pularam sem parar. Até levamos bronca da lanterninha. "Que é isso? Não pode dançar na escada. Atrapalha os mais ávidos pelo hot dog vulgar..." Efeitos especiais não faltaram. Telões de altíssima resolução. Dava vontade de beliscar o Mick Jagger... O palco foi descolado de sua montagem inicial e "deslizou" até o extremo oposto, sobre a platéia. Da NASA... Ao final, um chuva de fitas sobre toda a platéia, muito bonito, psicodélico e lisérgico. Voltamos morrendo de sede. E de saudades. Afinal, será essa a última turnê?

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